Liga da Justiça – Novos 52: Mesma equipe, novas aventuras e a visão de Geoff Johns
31/05/2016
RafaTanaka (732 artigos)
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Liga da Justiça – Novos 52: Mesma equipe, novas aventuras e a visão de Geoff Johns

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Desde que me conheço por gente eu sempre li quadrinhos, não acompanhava direto alguns títulos mas optava por graphic novels, gostava de tudo completinho, sem tem esperar meses para acompanhar uma história. Mesmo conhecendo grandes arcos de personagens e especialmente da Liga, eu gostaria de algo que me explicasse e me apresentasse de novo alguns personagens que pouco conheci e eis que surge Os Novos 52, uma aposta da DC de rebootar seu universo novamente, uma maneira não apenas de recontar certas histórias como também atingir novos leitores, principalmente os novos, e foi assim que a Liga da Justiça escrita por Geoff Johns me chamou atenção.

Geoff Johns é uma das maiores armas da DC, quando começou era apenas um mero escritor que contribuía em conjuntos com outros roteiristas, mas quando passou por Flash e Lanterna Verde foi responsável por trazer de volta dois grandes personagens como Barry Allen e Hal Jordan que estava sumidos, um morto na Crise das Infinitas Terrar e outro em Crepúsculo Esmeralda, sem falar que ele é cara que arruma bagunças não é toa que foi a carta na manga da DC/Warner para cuidar do universo cinematográfico depois da brincadeirinha de achismo de senhor Zack Snyder.

Liga da Justiça teve um começo raso nos seus primeiros números, os heróis se juntaram para enfrentar a presença da chega de Darkside, colocar as diferenças de lado e partir para o ataque, mas ainda faltava algo, por mais que mostrou a origem de Cyborg neste novo universo, faltava aquele essência de Johns em suas histórias anteriores, porém isto era apenas um preparo para algo maior, muito maior. Tivemos um Trono de Atlântida algo mais centrado em Aquaman que para a grande maioria do público é um herói bosta, nesta fase Johns também estava cuidando da revista solo do personagem então quis trazer um maior aproveitamento do personagem e mostrar que ele muito dos que nosso meros olhos podiam ver, um herói que até encarou o próprio Batman.

As histórias esquentaram quando a saga Vilania Eterna chegou no universo DC, o Sindicato do Crime uma versão da equipe de uma Terra paralela tomou controle de nosso universo e aprisionou alguns heróis deixando o mundo livre para destruição e caos, quem acabou tomando resolvendo a situação foram os próprios vilões do heróis liderados por ninguém menos que Lex Luthor, não satisfeito com as ações da Liga decidiu tomar decisões ousadas até chamado o próprio Sinestro e Capitão Frio para seu lado,  Batman mesmo não aprovando tais decisões acabou por aceitar trabalhar junto de um maior inimigo, quando você está no inferno às vezes é preciso abraçar o diabo.

Quando tudo parecia tranquilo, entre aspas, porque Lex Luthor decidiu ser membro da Liga alegando ter salvado o mundo do Sindicato do Crime e colado o Batman de frente quando descoberto sua identidade secreta. Os heróis começaram ainda enfrentariam a ameaça do Vírus Amanzo, algo que dava poder meta-humanos para qualquer um, no final das contas até o próprio Batman foi contaminado, algo que veio da mente de ninguém menos que Lex para poder deixar Superman fraco e assim derrotá-lo, isto era o começo do fim.

Tudo que tem um começo, um dia vai chegar ao seu fim, tanto para a Liga nos Novos 52 quanto para Geoff Johns deixando seu legado e partindo para o universo dos filmes. A última saga que acabou recentemente semana passado foi a Guerra de Darkside, focado no dos maiores vilões da DC e passando por grandes fatos do passado, o interessante foi Johns conseguiu criar um background em explicar as motivações do vilão e também de fatos de sagas passada que ocasionaram toda a grande Guerra, focando mais na excelente Mulher Maravilha e deixando os outros personagens como secundários em toda trama e preparando o terreno para DC Rebirth.

Geoff criou suas visões e renovou as aventuras da Liga da Justiça, com um começo raso que foi grande exclusividade ao decorrer de outras edições e se manteve com um maiores títulos para Os Novos 52, sem falar que teve artes de Jim Lee, o brasileiro Ivan Reis e Joe Pacheco, cada um demostrando a ação de sua maneira e com sua experiência, no final Liga da Justiça é uma porta aberta para quem conhecer mais do Universo DC nos quadrinhos, não é uma das melhores coisas que vai ler mas se está disposto a se arriscar no novo e conhecer um pouco do trabalho de Johns e ver o que ele vai ser capaz de fazer, vá em frente pois a Liga será sempre a Liga.

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comentários

Nota
4 de 5
No Geral

Liga da Justiça - Novos 52 é uma excelente porta novos leitores, além de ser um prato cheio para seus antigos leitores também, apresentando novos aventuras e trazendo o melhor da essência da equipe.

4

Bom
4 de 5
RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.

Comentários

  1. […] o fim dos Novos 52, como eu falei aqui sobre Liga da Justiça, a DC quis recontar a origem de alguns de seus personagens além de reviver […]

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