Esquadrão Suicida – Novos 52: Vilões sendo vilões
20/06/2016
RafaTanaka (732 artigos)
0 comentários
Compartilhar

Esquadrão Suicida – Novos 52: Vilões sendo vilões

FacebookTwitterGoogle GmailShare

Esquadrão Suicida é a Equipe B da DC da mesma maneira que Guardiões da Galáxia é a da Marvel, uma é formada pelos super vilões  e a outro apenas por criminosos de segunda categoria da galáxia. Criada nos anos 50 e revivida nos 80, possuiu histórias que marcaram o envolvimento de grandes vilões contracenando em missões especiais e praticamente suicidas em busca de redenção e liberdade. Não é a toa que Warner/DC decidiu apostar em transparecer uma equipe para o cinema, acreditar  em personagens desconhecidos pelo grande público para construir da melhor maneira seu universo cinematográfico.

Com o fim dos Novos 52, como eu falei aqui sobre Liga da Justiça, a DC quis recontar a origem de alguns de seus personagens além de reviver títulos que tinham sido esquecido como o próprio Esquadrão. Em 2011, a revista mensal surgiu em outros títulos e trouxe um pouco do que ousadia para um universo focado apenas nos heróis.

O título apresenta uma equipe formada por Arlequina, Pistoleira, El Fuego, Aranha Negro e Tubarão Rei, todos liderados pelo osso duro de roer Amanda Waller, sujeitos a participar de missões suicidas e impossíveis com o direito da diminuição de sua sentença e quem sabe um chance de ser livre de novo. Suas missões vão desde contenção de vírus até mesmo impedir  tiranos que desejam conquistar a Terra, mas é só isso?  Neste momento muitos procuram ficar longe devido a uma plot básica, pelo contrário, o que chama atenção e a grande surpresa é o fato de qualquer personagem pode morrer no final de alguma edição, ou por alguma missão mal sucedida ou pela explosão da bomba contida em seus cérebros, esta pequena surpresa desperta a curiosidade e a vontade de continuar a leitura nos próximas edições.

A equipe cheia de loucura e com belas figuras ganha grandes momentos com Arlequina, o alívio cômico e algumas vezes insano /psicótico com seu jeito de agir, Pistoleiro é um cara perdido em seu passado e que a cada missão tenta encarar morte da melhor maneira tentando se matar na maioria das vezes por suas ações, Tubarão Rei é o típico bobão da equipe mas com uma força bruta e decidido a matar Waller já que seu passado está nas mãos dela, El Fuego é cheio de dilemas católicos e preso a uma razão para sua vida, Aranha Negro é interessante mais cheio de mistério que poderão influenciar muito a equipe. Os melhores momentos são as pequenas participações de outros personagens como Capitão Bumerangue e até mesmo Gordon Jr, sim o filho do Comissário Gordon. Ambos tem trocas de diálogos que  ressalta ainda mais a rivalidade entre Bumerangue e Pistoleiro, ações que de uma maneira afeitam toda a trama, você não sabe se os personagens são confiáveis ou traidores, vilões que a qualquer momento pode passar para o outro lado e escolher seu melhor ponto de vista.

Acho que uma boa parte de tudo isso é por parte do roteirista Adam Glass, que mescla o humor a uma trama cheia de reviravoltas e dilemas, não é tão complicado trabalhar com personagens tão interessantes como Pistoleiro e Arlequina, ele mesmo cria uma outra origem para a personagem respeitando o deixado por Bruce Tim no desenho do Batman Animated Series. Só que nem tudo são maravilhas em Esquadrão Suicida, o que mais prejudica toda a leitura é a arte, muitas vezes feitas as pressas e sem essência, principalmente porque a cada edição é desenha por algum artista e antes que se seus olhos se acostumem outro artista desenha a próxima edição. Quando a história passa a ficar interessante devido aos segredos na trama, somos surpreendidos pela saída de Adam Glass, e outros roteirista não consegue manter a qualidade deixa por ele, especialmente um pequeno charme em seus contextos.

A primeira fase possui 30 edições e terminar com cliffhanger para O Novo Esquadrão Suicida, esta que possui um começo legal mas se perde em história chatinhas e sem muito fundamentos.  Era de se esperar mais de um título que vai entrar de conjunto com o filme em Agosto, ele não tem essência e muitas vezes é uma leitura chata e sem vontade. Esquadrão Suicida parece ter sido deixado de lado na maior parte de seu tempo, sem grandes expectativas e muitos menos atenção. Se vale ou não ler?  Vale mas não é algo essencial, existente muitos outros títulos interessantes que ainda vou escrever aqui no site, mas se você deseja ter um background da equipe de vilões antes do filme, recomenda dar uma conferida mas não espere muita coisa, parta diretamente para o começo da do título entre suas 10 edições escritas por Adam Glass, mas não terá nada tão filosófico e muito menos tão inovador, ligue o automático.

FacebookTwitterGoogle GmailShare

comentários

Nota
2.5 de 5
No Geral

Esquadrão Suicida - Novos 52 tem um começo morno e quando começar a ganhar certo se perde a enredos mornos e a diálogos sem muito carisma.

2.5

Justo
2.5 de 5
RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.

Comentários

Sem Comentários Ainda Você pode ser o primeiro a comentar neste post!

Escrever comentário

Seus dados estarão seguros! Seu endereço de email não será publicado. Seus outros dados também não serão compartilhados com terceiros. Os campos obrigatórios estão marcados como *