Aliens: Genocide – O Instinto e a Evolução
09/07/2015
Lucas Alves (34 artigos)
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Aliens: Genocide – O Instinto e a Evolução

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Quando se trata de lidar com infestação de pestes, destruir tudo é a melhor solução. Mas imagine que, essas pestes produzem algo de extremo valor à grandes corporações, e que são maiores que os seres humanos e possuem um instinto assassino contra outros seres vivos.

 

“Basicamente National Geographic. Só que sem os programas para crianças.”

Aliens: Genocide é exatamente isso. O quanto a interferência da Humanidade em um habitat pode causar um colapso ambiental e gerar  prejuízo a toda população. Publicado pela Dark Horse Comics em quatro edições, escrito por Mike Richardson e John Arcudi, e desenhado por Damon Willis, Genocide parte do foco dos personagens já conhecidos da série cinematográfica original. Foi desenvolvido um roteiro totalmente diferente, focado na ambição da Humanidade pela geléia real, cujas propriedades funcionam como um alucinógeno perfeito e ao mesmo tempo em que duas raças colidem em pleno planeta dos Xenomorphs.

O fundo histórico ocorre após uma invasão dos Xenomorphs à Terra, estes destruindo a Raça Humana, obrigando-nos à viver em outros planetas e estações espaciais. A Humanidade recoloniza a Terra após exterminar todos os aliens, usando armas nucleares. Durante um evento esportivo comemorativo, em uma corrida, um atleta tem uma overdose e acaba tendo seus sentidos acelerados, até ele perder o controle e se chocar com uma parede, morrendo devido ao impacto em alta velocidade.

“Daniel Grant. Anti-vilão da história. E arquétipo do multimilionário influente.”

Overdose essa, causada por uma droga chamada Xeno-Zip, capaz de melhorar a capacidade fisiológica das pessoas, produzida pela empresa Grant Corporation, criada por Daniel Grant, que, sob secrecia, obtém a matéria-prima desta droga da geléia real das rainhas Xenomorph. Grant, financiando uma operação do exército americano, decide coletar uma nova fonte de geléia real para suprir sua empresa, e o exército põe no comando a General Kozlowski, que entra em atrito com Grant, devido à sua visão objetificada das mulheres.

A série de quadrinhos no começo parece um pouco difícil de acompanhar, mais pelo desenho do que pela história, mas Damon Willis consegue se encaixar de forma perfeita na visão documentarista dos hostis Xenomorphs. Seu desenho e caracterização de faces faz lembrar quadrinhos pulp fiction, devido à ênfase sessentista de representação de faces e ações dos personagens. Porem, a representação do desenho casa muito bem com a história, que possui muitas reviravoltas e  se desenvolve  baseado na mitologia já existente no universo Alien.

É evidente a influência do filme Aliens devido à um grupo do exército ir até um planeta desconhecido e enfrentar uma ameaça sem ter informações claras do território adversário. Porém a HQ consegue desenvolver em cima disso mostrando pequenas histórias paralelas sem perder o contexto principal, como o evidente desenvolvimento do personagem Grant, do começo ao final da história. Isso sem contar detalhes técnicos, como lidar com aliens em massa, o ácido do sangue dos mesmos, e assim por diante. (Inclusive introduzir a casta vermelha dos aliens – a alusão à formigas no começo do artigo não foi uma mera coincidência)

Genocide é uma leitura recomendada para todos os fãs da franquia Aliens em geral, enquanto esperamos o próximo filme da série.

Fontes das imagens:

http://www.nature.com/scitable/knowledge/library/social-parasitism-in-ants-13256421

http://vignette4.wikia.nocookie.net/darkhorse/images/a/a7/Aliens_Genocide_Vol_1_2.jpg/revision/latest?cb=20100720114331

http://d1466nnw0ex81e.cloudfront.net/n_iv/600/643439.jpg

http://robot6.comicbookresources.com/wp-content/uploads/2012/10/suydam1.jpg

http://www.serenadawn.com/Alien-Grant.JPG

http://www.kochcomics.com/images2/genocidelarge.jpg

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Lucas Alves

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Compositor e Escritor amador, gosto um pouco de animes, música e short-stories da internet.

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