Who The Fuck Are Arctic Monkeys?
02/04/2013
Felipe (23 artigos)
1 comentário
Compartilhar

Who The Fuck Are Arctic Monkeys?

FacebookTwitterGoogle GmailShare

 

Talvez você conheça a banda Arctic Monkeys como apenas uma banda legal mais nada de espetacular, ou quem sabe tenha ouvido falar de algum nome parecido na abertura dos jogos olímpicos, pois bem é hora de conhecer, escutar e apreciar essa banda quem tem mais história que você pensa.

Tudo isso começou no natal de 2001 de Alex Turner e Jamie Cook após ganharem suas guitarras, logo depois formaram uma banda com seus amigos de escola Andy Nicholson e Matt Helders.

Sobe o nome de Bang Bang, os jovens tocavam covers de bandas como Led Zeppelin, The Strokes e Queens Of The Stone Age, mas não só bandas de rock influenciavam os garotos de 15 anos, o rap e o hip-hop foi muito presente nas letras de Turner junto com o poeta John Cooper Clarke. O nome da banda mudou para Arctic Monkeys por causa do pai de Helders, que tinha uma banda com esse nome nos anos 70, segundo Turner o nome foi passado de geração em geração assim como uma receita, que deu perfeitamente certo no caso deles.

Após alguns shows feitos no centro de Sheffield, começaram a gravar demos para distribuir ao público, como a demanda era pequena e não atingia os novos fãs da banda, eles mesmos começaram a copiar as canções e disponibilizá-las na internet, até um perfil no My Space foi criado, mesmo que nem a própria banda ficasse sabendo. Graças a isso sem querer, se descobriu outro jeito de divulgar uma nova banda, o Arctic Monkeys foi uns dos primeiros fenômenos virais da internet, sendo que a partir dali que não apenas amigos que cantavam as músicas, mas umas centenas de novos fãs.

 

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not

Depois de lançar seus dois EP’s e singles como “I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “When The Sun Goes Down”, a banda junto com Domino Records lançou seu álbum de estréia e que viria a ser um clássico moderno, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, o disco é uma “porrada” em termos de som, exaltando bem a frenética Bateria de Helders e nos vocais muito bem controlados de Turner que nunca extrapolam o ponto entre o grito e a voz rouca do adolescente. Poucos discos retratam tão bem essa fase da vida em suas letras, mostrando desde a garota da pista de dança até aquele amor secreto que todos tiveram em algum ponto de suas vidas. O cotidiano passado em detalhes é outra coisa a se notar nas letras de Turner, ai entra a influência do poeta punk John Cooper Clarke, “When The Sun Goes Down” é um vivo exemplo disso, trazendo um pequeno caso que aconteceu com Turner já mostrando sua grande competência como compositor. Mesmo tendo vazado na internet, o disco foi um sucesso de vendas na primeira semana, e detendo um recorde por um bom tempo com 360.000 cópias, isso somente na primeira semana. Sendo um clássico da música e uns dos melhores álbuns de estréia da história segundo a imprensa britânica, com músicas que marcam década é uns dos melhores começos de banda que deixou a todos ansiosos no que ainda estava por vir.

http://youtu.be/pK7egZaT3hs

 

Favourite Worst Nightmare

O segundo disco é sempre um problema para algumas bandas, mas não para o Arctic Monkeys que mesmo com um novo baixista, Nick O’Malley, surpreendeu de forma positiva em 2007 com o Favourite Worst Nightmare, mostrando um som menos frenético em relação ao primeiro que deixaram a adolescência um pouco de lado e mostraram o nítido amadurecimento de suas letras e músicas, produzindo um álbum tão bom quanto o primeiro.

O álbum trouxe hits máximos do rock anos 2000 “Teddy Picker” e o “Fluorescent Adolescent” mostra o novo som da banda e exalta ainda mais a qualidade dos garotos, sendo na bateria rápida em “Brianstorm” e no aperfeiçoamento das letras da banda, Alex Turner até cita o novamente o cotiano em detalhes coisa que já se torna sua identidade como letrista,  colocando  alguns versos do poema de John Cooper Clarke em “Fluorescent Adolescent”. Sendo um impecável disco de rock que mostra um amadurecimento claro de suas letras, isso principalmente em “Do a me favor” e a belíssima “505”, mostram a incrível capacidade que a banda tem de não decepcionar os fãs do primeiro trabalho e conquistar novos, até geram divergências de opiniões entre eles mesmos de qual álbum seria melhor, o primeiro ou o segundoelhores bandas de rock dos últimos dez anos.

 

 

Humbug

Em 2008 veio a obra prima, o Humburg mostrou praticamente uma nova banda ao mundo. Pouco, ou quase nada tinha dos dois primeiros álbuns mostrando um som mais sombrio e letras onde os relâmpagos choram e os mentirosos dançam. O disco foi o primeiro a ser gravado em terras americanas com letras cheias de metáforas e músicas hipnotizantes que permitem uma lenta viajem,”Dance Little Liar”, “The Jeweller’s Hands”, “My Propeller” e “Dangerous Animals” são umas das grandes responsáveis por esses momentos.

 Com a produção de Josh Homme do Queens of The Stone Age que foi decisiva para o novo rumo que a banda tomou, ficando muito perceptível momentos em que o dedo de Homme está presente, em algumas faixas da obra a muito de Queens of The Stone Age ao estilo Arctic Monkeys. Mas não é apenas a Josh Homme que damos os méritos dessa mudança de hábitos dos monkeys, a experiência do projeto paralelo de Alex Turner e Miles Kane é inegável, me arrisco dizer que o The Last Shadow Puppets foi um Humburg no casulo, com influências desde The Rascals até The Beatles. Adicionando assim o terceiro álbum a uma discografia de se tirar o chapéu.

 

Suck It and See

2011 foi a vez do Suck It and See o quarto álbum dos Monkeys da a vez a voz tranquila de Turner, em um som que fica entre o Humburg e o Favourite Worst Nightmare.

 O mais recente álbum tem um apelo “love sons”, mesmo mantendo a batida aprendida com Josh Homme, é um disco com mais tranquilo em termos de letras colocando a metáfora um pouco de lado, e vindo a toda com a indireta de um ex-namorado mas sempre com o mesmo selo Arctic Monkeys de qualidade, não sendo de forma alguma ruim, mas é um pouco menos inspirados do que os outros três, “Suck It and See”, “Love is a laserquest”, “Piledriver Waltz” ilustram perfeitamente esses momentos.  Obviamente não seria Arctic Monkeys se não houvesse guitarras, as excelentes “Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair”, “Black Treacle” e “Brick by Brick” mostram o quanto são poderosas as guitarras na banda e que ela não perdeu de forma nenhuma sua essência, inclusive a faixa “Brick by Brick” da uma dica também o que vem por ai,”I wanna rock and roll, Brick by brick”, essa é realmente a nova postura da banda, que deixou letras como “Still Take You Home” e “Mardy Bum” em 2005 para dar lugar a “Evil Twin” e “R U mine”.

Com participação confirmada de Turner no novo disco do Queens of The Stone Age (ou seja coisa boa vem por ai) e Mostrando-se umas das banda mais competentes dos últimos dez anos, o Arctic Monkeys mostra que tem  potencial para ser uma das grandes bandas rock da história, e que marcaram uma geração.

 

FacebookTwitterGoogle GmailShare

comentários

Felipe

Felipe

Desde que me entendo por gente, o cinema e a música sempre foram muito na minha vida, apreciando a todas as melhores bandas do mundo e sempre um bom filme a qualquer hora não faz mal a ninguém.

Comentários

  1. […] Artistas relacionados: Kaiser Chiefs, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys […]

Escrever comentário

Seus dados estarão seguros! Seu endereço de email não será publicado. Seus outros dados também não serão compartilhados com terceiros. Os campos obrigatórios estão marcados como *