Rage Against the Machine (1992) – Um dos Maiores álbuns da contracultura dos anos 90
31/03/2016
Lucas Alves (34 artigos)
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Rage Against the Machine (1992) – Um dos Maiores álbuns da contracultura dos anos 90

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Em uma época onde o normal era seguir contra a corrente em estilos de música, Rage Against the Machine fez história. Unindo a profundidade lírica do Rap com a expressividade instrumental do Metal, a banda atingiu grande sucesso ao lançar seu primeiro álbum, de mesmo nome.
Antes de tudo, vale lembrar que este álbum possui um dos melhores trabalhos de produção e mixagem da música em geral. A divisão de instrumentos junto com a voz, em cada faixa, é uma demonstração técnica de estéreo e regulagem de volume. Crédito de Gareth Richardson, que produziu trabalhos de bandas como Alice Cooper, Melvins, L7 e The Jesus Lizard.

Gareth Richardson

Agora vamos ao álbum. Em quesito instrumental, a combinação Tom Morello-Tim Commerford-Brad Wilk é mágica. As faixas, com influências que transitam de Led Zeppelin até Public Enemy, demonstram uma atenção quase orquestrada dos seus integrantes. “Settle for Nothing” é o mais evidente exemplo do estilo da banda em geral. As letras do álbum demonstram a clara assinatura da banda ao falarem de um mundo contra o sistema opressor. Sua capa é um claro exemplo disso, ao mostrar a histórica imagem de um monge cambojano que cometeu auto-imolação como forma de protesto ao governo por oprimir religiosos budistas.

Da esquerda para a direita: Brad Wilk, Tim Commerford, Tom Morello e Zack de la Rocha.

Tom Morello é um guitarrista inquestionável. Ele possui sua técnica, porém seus experimentos na guitarra são o que o tornam único. Conhecido por utilizar guitarras altamente modificadas, Morello influenciou uma geração de guitarristas por sua visão não-ortodoxa do instrumento. Ao invés de apenas utilizá-lo como uma guitarra na visão tradicional do rock, ele ou combinou-a com pedais de efeito, raspou sua mão sobre as cordas, utilizou ferramentas incomuns para tocá-la, dentre muitas outras coias que jamais foram imaginadas dentro do reino da música popular.
Tim Commerford e Brad Wilk fazem uma excelente seção rítmica, apesar de ficarem sombreados pela característica marcante de Morello. “Take the Power Back” demonstra um exemplo claro da combinação de ambos. Devido ao estilo da banda, o acompanhamento rítmico de ambos junto com o rapping de Zack de la Rocha é mais flexível do que se fosse uma aproximação cantada de música.
Zack de la Rocha começou como um vocalista punk, para depois se tornar rapper, por isso sua flexibilidade rítmica o torna tão bom dentro de ambos os estilos, com uma excelência em transmitir sua poética majestosamente. Tanto declamando na já anteriormente citada “Settle for Nothing”, e também na música mais conhecida da banda, “Killing in the Name”, quanto seguindo o ritmo na disparada “Bullet in the Head”.
O álbum em si foi influência para vários estilos, principalmente o Nu-Metal, que veio a utilizar experimentalismos sonoros aliados à vocalistas rappers.

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comentários

Nota
5 de 5
No Geral

Devido ao trabalho e a influência na cultura pop em geral. Inclusive um juiz fez uma analogia a letra de Killing in the Name como argumento de defesa durante um julgamento.

5

Excelente
5 de 5
Lucas Alves

Lucas Alves

Compositor e Escritor amador, gosto um pouco de animes, música e short-stories da internet.

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