Dark Ambient: Uma Breve Introdução (+18)
16/06/2017
Lucas Alves (34 artigos)
0 comentários
Compartilhar

Dark Ambient: Uma Breve Introdução (+18)

FacebookTwitterGoogle GmailShare

(Atenção! Não recomendado para menores de 18 anos, veja por sua conta e risco.)

Músicas que despertam o terror. É o que se pode descrever de um gênero como Dark Ambient(ou Ambiente Sombrio, em português), e, por muito tempo não teve uma classificação determinada, além de “trilha sonora de filmes de terror”.

O gênero transcende limites entre música extrema e experimentalismo, e alguns de seus compositores mais obscuros utilizaram de métodos não ortodoxos para produzir arte áudiovisual.

Suas principais características consistem em sons organizados de tal forma a criar choque e terror no ouvinte, similares às vertentes mais experimentais da música industrial, assim como adicionar efeitos sonoros de gritos, ou mesmo ambiência de cemitérios ou construção. É difícil imaginar isso de primeira, mas em determinados álbuns a idéia se aplica com resultados interessantes.

Tudo começou em meados de 1970, onde teclados sintetizadores eletrônicos se tornaram lugar-comum entre músicos, inclusive estes bandas industriais como Throbbing Gristle e grupos de progressivo eletrônico como Tangerine Dream. O gênero foi então solidificando-se entre os anos 80 e 90, com artistas como Lustmord, Hoedh e Endvra.

 

 

 

 

Descreverei aqui alguns álbuns recomendados do gênero:

Zero Kama – The Secret Eye of L.A.Y.L.A.H.

Difícil não separar música industrial de rituais ocultistas. Neste caso, o grupo Zero Kama, criado em 1984 por Michael DeWitt, e produzido em seu próprio estúdio, a Nekrophile Rekords, faz um misto entre efeitos em sintetizadores, vozes, e controversa adição de OSSOS HUMANOS. Percussão e certas flautas são criadas de ossos, produzindo um som que varia tanto de macabro para surreal.

 

Enemite – Wuyuan (The Necrolatry)

Criado na China por Li Chao, através do estúdio Dying Art, o álbum reflete uma ambiência sombria oriental, e vocais ríspidos e gritados representando o sofrimento de fantasmas. Entitulado pelo próprio autor “Música fantasma chinesa”, o álbum foi composto em uma semana.

 

Hoedh – Hymnvs

Álbum mais calmo da lista, foi criado em 1993 por Thorn Hoedh, compositor alemão falecido em 2003, possui uma presença instrumental com vários efeitos de reverberação e ecos contínuos e repetitivos, aplicados a quase imperceptíveis sintetizadores e guitarras, estes instrumentos sendo assinaturas constantes perante a duração do álbum.

 

The Haxan Cloak – Excavation

Composto por Bobby Krlic em 2013, mostra uma evidente similaridade entre os recentes sons utilizados em filmes/jogos de terror, com pesada aplicação de programas de produção digital de áudio, baixas frequências, e bastante manipulação sonora.

 

Mortaur – Horror Vacui

Para terminar, um excelente álbum da lista. Misturando forte presença de teclados, gritos e vozes sombrias, o álbum criado em 2002 possui uma forte ambiência noturna de horror e assombro.

FacebookTwitterGoogle GmailShare

comentários

Lucas Alves

Lucas Alves

Compositor e Escritor amador, gosto um pouco de animes, música e short-stories da internet.

Comentários

Sem Comentários Ainda Você pode ser o primeiro a comentar neste post!

Escrever comentário

Seus dados estarão seguros! Seu endereço de email não será publicado. Seus outros dados também não serão compartilhados com terceiros. Os campos obrigatórios estão marcados como *