“O apanhador no campo de centeio” é overrated
23/01/2015
0 comentários
Compartilhar

“O apanhador no campo de centeio” é overrated

FacebookTwitterGoogle GmailShare

“The catcher in the rye” de J. D. Salinger, em português, “O apanhador no campo de centeio” é um livro publicado nos Estados Unidos em 1951 que fez muito sucesso no século 20, sendo um dos 100 livros mais lidos da época, segundo a revista Times.

O livro narra a vida de um adolescente deslocado, que acaba de ser expulso do colégio interno por notas baixas. A medida que o livro vai ~lentamente~ se estendendo, ele resolve adiar o dia em que tem que voltar para casa e enfrentar a cara dos pais para dizer que foi expulso, e procura algumas pessoas para conversar sobre o que fazer da vida dele daqui para frente.

Adolescentes do mundo inteiro começaram a se identificar com as diversas frases de efeito do livro e com a personalidade introvertida de Houlden Caulfield. Na minha opinião, são frases feitas para causar efeito, não tem nada de especial, nem poético, nem nada.

A constante desilusão, falta de esperança e desmotivação do personagem e alguns suicídios esporádicos nos EUA criaram a lenda urbana de que quem lesse o livro se suicidaria ao final da leitura. Eu estou viva!

Mas é preciso dizer que o livro é muito chato e muito overrated. Toda essa fama em cima de um livro sem graça. As frases de efeito só servem para você ler e falar “ok, isso claramente veio de um adolescente depressivo” e acabou. O livro termina sem nem ter começado. A história? Dispensável.

Quanto ao título, se refere a uma passagem do livro, na qual o personagem fala que quer, ser para sempre  “O apanhador no campo de centeio”, ou seja, em outras palavras, ficar de boa no canto dele, as vezes ser útil para quem precisar dele, sem precisar amadurecer, e se possível, deixar com que outros permaneçam assim, para sempre brincando, para sempre crianças:

“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto – quer dizer, ninguém grande – a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar para onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO e tudo. Sei que é maluquice, mas seria a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice…”

E ai, já leu? Morreu? Se você ainda está vivo, comente aí o que achou!

FacebookTwitterGoogle GmailShare

comentários

Mah

Mah

Professora de inglês, redatora nas horas vagas, cinéfila, bookworm, jukebox ambulante, gamer, chef de cozinha amadora, geek e caçadora de arte underground/independente. DON'T PANIC!

Comentários

Sem Comentários Ainda Você pode ser o primeiro a comentar neste post!

Escrever comentário

Seus dados estarão seguros! Seu endereço de email não será publicado. Seus outros dados também não serão compartilhados com terceiros. Os campos obrigatórios estão marcados como *