Power Rangers- O Filme (2017): Sem faíscas, a franquia amadurece junto com os Fãs
22/03/2017
Paulo V. Carillo (11 artigos)
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Power Rangers- O Filme (2017): Sem faíscas, a franquia amadurece junto com os Fãs

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Inesperadamente aplaudido por alguns críticos que estavam na sala na sessão especial para a imprensa, Power Rangers o Filme, fez sua estreia e mostra que é possível reinventar uma franquia de duas décadas sem deixar a principal essência de lado, amadurecendo bem, e sabendo equilibrar a maior disputa atualmente entre filmes de super-heróis que é o lado sombrio e o lado cômico.

Escrito pela dupla de roteiristas Ashley Miller, Zack Stentz ( X-Men Primeira Classe) e John Gatins (Gigantes de Aço).Dirigido por Dean Israelite. Power Rangers faz uma adaptação atual não somente da série de TV mas também recria um dos mais influentes filmes adolescentes Clube dos Cinco, em que podemos notar referencias desde o inicio do filme, até a parte mais icônica em que os cinco integrantes se juntam em uma roda e contam seus medos, traumas e motivos de estarem lá, mas no filme atual os Ranges se reúnem em volta de uma fogueira para isso, porque sabem que para se tornarem heróis precisam primeiro vencer os seus próprios monstros.

O filme reconta a origem dos Rangers, usando os minutos iniciais para explicar o passado entre Rita Repulsa( Elizabeth Banks) e Zordon(Bryan Cranston) ainda na era Cenozoica e como às moedas do poder e o cristal Zeo fonte do poder e da vida surgiram na Terra. Após isso somos trazidos aos dias atuais e apresentados aos novos heróis Jason/Ranger Vermelho (Dacre Montgomery),Zack/ Ranger Preto (Ludi Lin), Billy/Ranger Azul (RJ Cyler) Os Rangers preto e azul trazem toda a parte cômica e mais dinâmica ao filme e a equipe e as atrizes e também cantoras Kimberly/Ranger Rosa (Naomi Scott) e Trini/ Ranger Amarela (Becky G) que ao contrário da série, o filme entrega um longo tempo para o desenvolvimento de cada personagem, se aprofundando em seus medos, traumas e as consequências de suas ações, o que nos apresenta heróis muito mais humanos do que na série, já que todos os cinco não são perfeitos em suas atitudes, são desajustados, problemas com saúde, medo de perdem quem ama, um passado que deseja esconder e alguém que esta em busca de se aceitar como é. O que por consequência os obriga a ter que enfrentar os seus próprios fantasmas.

A partir disso o longa se desenvolve o lado de conhecimento dos cinco em relação aos seus poderes, e as recém descobertas de como ser um verdadeiro Ranger, porque eles não optaram por serem heróis eles se tornaram heróis. Esse treinamento é dado por Alpha 5 o robô da série que vem mais moderno porem não tão cativante, tudo isso sobre as ordens de Zordon, que ao contrário do tão conhecido mentor na série, ele muitas vezes se coloca como um general arrogante e prepotente em que apenas deseja o poder de Morphar para o seu bem, e subestimando o comando de Jason como líder e a capacidade dos outros Rangers como heróis.

Algo interessante no filme foi que para serem uma equipe de verdade, precisam se conhecerem de verdade, somente assim vão conseguir morphar, e em um momento que arremata ao Clube dos Cinco os heróis contam seus medos, desabafam sobre seus traumas e aceitam de verdade quem são e seus destinos, mesmo não aceitando de inicio a responsabilidade de seus poderes, eles entendem que é preciso fazer o que tem que ser feito, e aceitarem seus passados e como cada um é uma parte única na equipe.

O último ato do longa é focado na Vilã Rita Repulsa e seu objetivo em encontrar o cristal Zeo, e destruir o planeta. Essa parte porem foi um pouco corrida, a luta entre os heróis e o exercito dos bonecos de massa poderia ter sido melhor trabalhada e apresentar mais os resultados de seu treinamento, em troca tivemos muitos momentos dos Rangers em seus zords, quem esperava algo do tipo de Transformers pode ficar decepcionado um pouco com a qualidade demonstrada, mas a referencia não ficou de fora ao jogarem longe um Camaro como no filme, seguido da frase “ Desculpa Bubble Bee”. Outra referência que vai agradar aos fãs são a presença dos atores que foram Kimbely(Amy Jo Johnson) e Tommy (Jason David Frank) na série original de TV. E por fim os fãs são presenteados nas cenas pós créditos com algo que muitos esperavam e estavam se perguntando no filme se teria.

  Power Rangers O filme, trouxe muito mais do que o esperado, ele entrega aos fãs o que realmente merecem, trazendo uma nova visão e identidade para a série que tem tudo para se tornar uma franquia de sucesso no cinema, personagens bem trabalhados e com profundidade, ação, humor e tudo que os fãs buscam, porem mais maduro, já que os fãs cresceram a franquia amadureceu junto. 

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Nota
8 de 5

8

Excelente
8 de 5
Paulo V. Carillo

Paulo V. Carillo

Publicitário, amante de cinema, livros e super heróis.

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