Interstellar: A mais nova obra-prima de Christopher Nolan
06/11/2014
Lucas Alves (34 artigos)
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Interstellar: A mais nova obra-prima de Christopher Nolan

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Deus. A Humanidade. O começo e o fim. Desde o início de nossa existência até o término, vivemos questionando o mundo. E mais e mais questões são ditas conforme transcendemos barreiras tecnológicas. Nossos ancestrais descobriram o fogo, a ferramenta, o ferro. Séculos de avanço técnico-social nos tornaram capazes de sonhar cada vez mais com o que há além do horizonte, e permitir-nos à trivial questão da vida: De onde viemos? Para onde vamos?

Ainda não podemos responder completamente esta pergunta, mas aprendemos que se deve analisar, testar e provar teorias para confirmar a possível existência de uma resposta.

Vago, porém uma pequena luz no fim do túnel é melhor do que a inexistência da mesma. Principalmente quando considerarmos que o ser humano vive em média 80 anos.

Poucos e poucos desenvolvimentos chegam a uma grande diferença para o futuro da Humanidade quando a faixa de tempo se estende consideravelmente.

Interstellar é a mais recente obra de Christopher Nolan e nos faz pensar exatamente nisso.

Qual é a sensação de explorar o desconhecido?

Temos o protagonista Cooper, com sua atuação brilhantemente realizada por Matthew McConnaughey, este um ex-piloto de aeronaves experimentais da NASA que decidiu viver uma bucólica vida reclusa junto de seu sogro e seus filhos, a amante da ciência Murph, e Tom, mais focado na realidade. O mundo presente no filme é mostrado como decadente, onde plantações simplesmente estão morrendo, e animais foram sacrificados para a preservação da raça humana. O que se sabe sobre este evento é que o mesmo é causado por uma anomalia gravitacional.

Tal anomalia gravitacional começa a realizar movimentos padronizados no quarto de Murph, levando Cooper à descobrir coordenadas para uma base ultra-secreta de operações feita por ex-cientistas da NASA, com fundo do governo realizado para colonizar outros planetas, como uma forma de garantir a existência humana futura.

O filme marca pela sua acurácia em detalhes físicos, e mesmo com toda sua complexidade, Nolan ainda consegue cativar sua audiência por quase três horas de duração mostrando uma fotografia estoneante, uma valsa de efeitos especiais misturada com cenários dignos de um documentário. Em aspectos de direção, o filme mostra um lado mais melancólico de Christopher Nolan, sem uma perspectiva de começo, meio e fim, assim como a realidade em que vivemos, onde o ciclo da vida começa e termina com perguntas sem resposta, mas com simples evoluções que influenciam o futuro da existência humana.

 

 

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Lucas Alves

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Compositor e Escritor amador, gosto um pouco de animes, música e short-stories da internet.

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