February (The Blackcoat’s Daughter – 2015) – Jovens talentos em Suspense Tétrico
15/08/2016
Eduardo Kacic (60 artigos)
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February (The Blackcoat’s Daughter – 2015) – Jovens talentos em Suspense Tétrico

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Crítica: February (The Blackcoat’s Daughter)

Exibido na 40a Edição do Festival de Toronto no ano passado (2015), February (EUA, 2015), também batizado de The Blackcoat’s Daughter em terras estrangeiras, é uma produção curiosa e realmente difícil de se analisar. Trata-se de uma produção extremamente bem dirigida pelo estreante em longas Osgood Perkins. O próprio Perkins é o responsável também pelo roteiro, o calcanhar de Aquiles do filme. Pois ao mesmo tempo em que a narrativa da produção prende a atenção durante toda a duração do filme, ao mesmo tempo entrega seus mistérios cedo demais, ao menos para os olhos bem treinados dos cinéfilos de plantão.

O filme ambienta boa parte de sua ação em um internato para moças, às vésperas de um feriado prolongado, onde todas as estudantes e boa parte do corpo facultativo deixam as instalações para passar o feriado com suas respectivas famílias. Entretanto, as jovens alunas Rose (Lucy Boynton, de Sing Street) e Kat (Kiernan Shipka, de O Jardim dos Esquecidos), são forçadas a permanecer no local sob os cuidados de duas idosas funcionárias do colégio, já que os pais de Rose só poderão buscá-la dois dias depois, e Kat nem sequer consegue se comunicar com os seus. Enquanto isso, longe dali, outra jovem, Joan (Emma Roberts, de Família do Bagulho e Pânico 4), tenta sobreviver à fria noite de inverno, pegando carona com um casal desconhecido (interpretado pelo veterano James Remar e pela atriz Lauren Holly, irreconhecível), cujo destino é uma incógnita. Agora, Rose, Kat e Joan estão ligadas umas às outras, mesmo sem saber, por uma série de misteriosos e sinistros eventos.


O resultado final de February poderia ser bem inferior, não fossem duas características fortíssimas da produção: Seu clima eficientemente tétrico e seu forte trio de jovens protagonistas. Tanto a bela Lucy Boynton, quanto a esquisita Kiernan Shipka, e a eficiente Emma Roberts (a mais famosa das três), esbanjam talento e seguram as pontas do longa, evitando que o filme derrape completamente para os clichês.

Durante boa parte da narrativa, February mantém seus mistérios ocultos do público, que, afetado pelo clima macabro e opressivo da produção e impressionado pelo talento das moças, embarca de corpo e alma na narrativa do filme, mesmo com seus confusos minutos iniciais. A produção aos poucos vai cedendo e perdendo o suspense, e acaba revelando pistas demais sobre a conexão entre suas protagonistas, o que ainda assim acaba não entregando todas as revelações do filme, mas sem dúvida impedem a produção de alçar voos mais altos. Infelizmente, a conclusão também deixa a desejar, mesmo que não entregue nada de bandeja para o espectador.

Apesar de seus problemas, February é um suspense muito bem interpretado por seu trio de estrelas femininas, e que ao menos não trata o espectador como criança, fazendo-o pensar um pouco sobre os mistérios e conexões do filme, ao menos enquanto a narrativa da produção permite. Com tantos exemplares fracos hoje em dia, é mais do que os fãs do suspense poderiam esperar.

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Nota
3 de 5
No Geral

Apesar de seus problemas, February é um suspense muito bem interpretado por seu trio de estrelas femininas, e que ao menos não trata o espectador como criança.

3

Regular
3 de 5
Eduardo Kacic

Eduardo Kacic

Eduardo Kacic é roteirista de longa-metragens, crítico de cinema, palestrante e tradutor cinematográfico. Criador do extinto blog Gallo Movies, colaborou também com os blogs Formiga Elétrica e Filmes e Games. É colunista do Mundo Blá, e agora é colaborador Humanoides desde criancinha. É São-Paulino doente, marido apaixonado da Lígia Oliveira e pai do Pedro Ceni. Sim, o sobrenome é em homenagem ao M1TO.

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