Espetacular Homem-Aranha 2: Uma teia cheia de confusão
15/05/2014
David MacLeod (41 artigos)
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Espetacular Homem-Aranha 2: Uma teia cheia de confusão

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Olá, amiguinhos! Tuuuuudo bem?

Eu não ia escrever sobre o “Espetacular Homem Aranha. Sério. Eu tenho uma pífia reputação a manter, e não é a de hater dos filmes com personagens da Marvel. Mas ai o meu J.J. Jameson particular, também conhecido como Rafa Tanaka, me convenceu a deixar meu orgulho próprio de lado e escrever estas pobres linhas.

Antes da estreia eu fui rever o primeiro filme e… bem, ele continua ruim, uma colcha de retalhos que não consegue definir o tom da narrativa. Não vou mencionar as coincidências bobas (como o fato do Peter Parker namorar a filha do capitão de polícia que o persegue, e que casualmente trabalha para o futuro vilão, e olha, este foi amigo de infância de seu falecido pai), ou aquelas cenas que mais parecem meras cópias de sequências do primeiro “Homem Aranha”, aquele do Sam Raimi, como a cena no jantar da família Stacy e o hábito do vilão conversar consigo mesmo, esses são detalhes bobos, o que me irritou foi que, em pouco mais de 2 horas, Peter Parker chora nove vezes. Nenhuma nuance, nenhum meio termo, o que torna Peter Parker um cara sempre à beira da depressão (exceto quando põe o traje do Aranha, ai vira um pianista nato).

 

Então chegamos à continuação. Logo temos uma sequência com os pais de Peter, expandindo o que vimos no começo do primeiro filme. Corta para a atualidade, onde vemos o Homem Aranha balançando pela cidade enquanto persegue um caminhão, dirigido por um caricato Paul Giamatti. Nesse meio tempo ele salva um funcionário da Oscorp, Max Dillon, interpretado pelo competente Jamie Foxx , e ai vem, em minha opinião, a primeira derrapada: sério mesmo que precisava vesti -lo como um típico nerd dos anos 80?

Talvez eu esteja reclamando demais, deve ser sintomas da velhice, penso comigo, mas logo vemos Peter em sua formatura e, para frisar aquela promessa feita pro moribundo Capitão Stacy no final do primeiro filme, temos uma loonga tomada onde Peter o vê, ou seja, lá se vai a sutileza em expor o conflito interno, “honro a primeira que fiz ou fico com a garota que amo?”. E essa falta de sutileza aparecerá nas outras vezes em que a lembrança do Capitão Stacy aparecer e ficar mais looongos segundos na tela, quase à ponto de duvidarmos das capacidades mentais de Peter. Principalmente quando, com lágrimas nos olhos, ele começa com a ladainha de ter que se afastar da bela Gwen Stacy (quem, em sã consciência, abandonaria Emma Stone?). Então ela termina com ele, blá blá blá, Max Dillon sofre um acidente digno dos Trapalhões e vira um cara azul que solta eletricidade. Solto na cidade, ele logo causa confusão, o Homem Aranha aparece, salva a pátria e os pedestres nova-iorquinos e ganha o ódio mortal de nosso vilão.

Um velho amigo de infância aparece, e olha, ele é Harry Osborn, filho do dono da Oscorp, e não bastasse isso, está morrendo e precisa do sangue do Homem Aranha, que nega o pedido, ganhando mais um inimigo.

 

Para encurtar a história, Dillon se une a Harry, arranja um uniforme com direito a raiozinho estilizado e vai tocar o terror na cidade, até o Aranha aparecer e, com a ajuda da expert em energia elétrica Gwen Stacy, derrota-lo. Pois é. Daí Harry Osborn aparece, já devidamente transformado no Duende Verde, rapta Gwen e ai tem a cena crucial do filme: Peter falha em salvar Gwen, que despenca para a morte. Uma cena bem cuidada e de uma tensão que não se viu durante o filme, e de repente, voilá! Gwen Stacy bate com a cabeça no chão e já era. Saímos do filme infantil e entramos num filme adulto. .. isso até a cena final, onde toda a carga dramática é deixada de lado quando Peter volta a vestir o uniforme e fazer piadinhas.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu achei tudo tão…cansativo. Chato. Uma colcha de retalhos mal costurados.

Que venha o terceiro filme..

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David MacLeod

David MacLeod

Apenas mais um tijolo na parede. Hater da Marvel e Amante da DC, mas as vezes se atreve ler algo da Casa das Ideais, pois o Stan Lee é o rei.

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