Doutor Estranho (2016): Uma viagem de conhecimento e LSD
02/11/2016
RafaTanaka (732 artigos)
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Doutor Estranho (2016): Uma viagem de conhecimento e LSD

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O atual momento do cinema é a fase de heróis, desde que a Marvel lançou Homem de Ferro em 2008, ela implementou a visão e a fórmula deste antigo/novo gênero de filmes.  Tudo em seguida seguiu o padrão Marvel, cada novo filme do estúdio sofre uma inovação, não somente funcionado como uma peça sozinha como também um produto de algo maior neste universo. Será que depois de tudo ainda seremos capaz de nos impressionar?

 

Doutor Estranho apresenta o universo místico da Casa das Idéias, um personagem com tanto peculiar e apenas conhecido para os fãs de quadrinhos.  A história se assemelha muito a de Homem de Ferro, mas no caso temos um cirurgião arrogante que após sofrer um acidente de carro perde o movimento de suas mãos, sem poder continuar a executar seu trabalho, ele gasta todo seu dinheiro em busca da cura mas falha, até que descobre o Ancião, uma pessoa capaz de resolver seu problema através da magia e espiritualidade.

Não espere um roteiro profundo e cheio de lições de morais, estamos falhando de mais uma história de origem e com aqueles pitadas de comédia, ela tem seu propósito e é de apresentar o personagem para este público amante dos filmes do estúdio, não espere algo transformador e capaz de mudar sua vida, mesmo tendo um personagem tão profundo e filosófico como Stephen Strange, aqui vemos que a Marvel apenas se preocupou em trazer o universo místico, pois o personagem será necessário em futuras batalhas. Algumas piadas funcionam e outras depende muito se você desligar seu cérebro.

Benedict Cumberbatch tem  carisma e sabe atuar, aquele típico ator que quando participa de um filme rouba a cena, ele mantém um equilíbrio entre a ironia e o brilhantismo, não é a toa que sua série de Sherlock tenha feito tanto sucesso e também tenha sido escolhido entre inúmeros rostos para viver Stephen Strange.

Tilda Swinton traz um diferencial para o Ancião, onde aquele leva cutucada mostra que grandes personagens nem sempre precisam ser homens, Chiwetel Ejiofor faz um Mordo ainda longe de se tornar um vilão e se torna apenas um sidekick do personagem.  Dois personagens que não trazem muita diferença são de Rachel McAdams, mais um apelo romântico para trazer um laço afetivo ao protagonista e sem um propósito maior, Mads Mikkelsen como o vilão Kaecillus, o ator até tenta ser algo a mais mas a fórmula de vilão que deseja dominar o mundo já parece batida e até duvidosa comparado a Ultron e Loki não passa de descartável.

Scott Derrickson, o diretor escolhido para trazer o mundo mística para as telas, ele trazer um delírio psicodélico para as telas, os efeitos especiais são incríveis e pela primeira vez que o 3D faz a diferença em proporcionar uma viagem para mim, se você adorou A Origem então será um prato cheio para seus olhos e sua cabeça. 

Doutor Estranho é uma experiência única, mesmo que sua história fosse capaz de algo mais, seus efeitos irão o surpreender, se este é o começo do universo místico, a Marvel deu o pé direito e mostrou que apesar de alguns errinhos levianos sabe trabalhar até mesmo com seus personagens mais desconhecidos

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comentários

Nota
3.5 de 5
No Geral

Doutor Estranho inova em seus belos e marcantes especiais, algo que fará sua mente explodir, uma pura viagem de coisas brilhantes e inesquecíveis, porém seu roteiro o prejudica, a história era capaz de tanto mais e por fim temos algo raso e mais segmentado para uma origem.

3.5

Regular
3.5 de 5
RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.

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