As Tartarugas Ninja: Cowabunga, nós voltamos diferentes
14/08/2014
RafaTanaka (732 artigos)
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As Tartarugas Ninja: Cowabunga, nós voltamos diferentes

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Eu me lembro, quando pequeno, das famosas Tartarugas Ninjas. Aquele incrível desenho animado que, visto hoje, é uma dor no coração. Os filmes – não podemos esquecer deles – a trilogia, fez grande sucesso na década de 90 e foi até a responsável por divulgar e dar ainda mais sucesso para as tartarugas. Bons tempos aqueles… Vale lembrar que elas chegaram receber mais um filme, dessa vez em CGI em 2007, sendo fiel mais ao quadrinhos. Depois de quase sete anos no hiato, Michael Bay-das-Explosões decidiu apostar em um recomeço da franquia… mas será que deu certo?

Nesta versão das Tartarugas Ninjas somos apresentados a uma nova April O’Neil (Megan Fox). Diferente dos antigos, ela não é uma âncora do telejornal e sim uma jornalista de rua tentando ganhar o respeito que merece. Os crimes em Nova York estão crescendo graças ao Clã do Pé – não entendi por traduziram isso – e não, eles não são ninjas, são terroristas comandado pelo Destruidor. As coisas mudam quando vigilantes noturnos, as Tartarugas Ninja, começam a intervir. April vai a procura desses vigilantes, vendo a oportunidade de crescer no Jornal. O que a coitada não sabia era que peça chave de um trama muito maior.

Diferente dos antigos, essas tartarugas são todas digitais, desenvolvidas com a mesma tecnologia de captura de movimentos do Planeta dos Macacos. Elas ficaram marombadas, extremamente gigantes, sem falar sua força é gritante: com apenas uma porrada, podem fazer um carro virar… quem disse que academia não funciona? Mas a interação entre elas é marcante, a sintonia de equipe e de família ainda existe. Apesar de um pouco diferente, é aquela que conhecemos. Sem falar das suas piadas, que são até divertidas. Conseguem até mesmo criticar os bastidores do filme: para quem não se lembra, elas seria alienígenas, mas Michael Bay não aguentou a pressão dos fãs e resolveu mudar na última hora.

Megan Fox pode não ser a melhor atriz do mundo, mas consegue transparecer até uma boa April. O essencial, que é a presença, ela já possui. Mas se você quiser boa atuação da moça, aí já é pedir demais. Até um sorriso ela consegue dar no filme, e olha que nem parece falso.

Will Arnet vive seu amigo e cameraman Vernon, que chega até a trazer melhores momentos do que a própria April. Como havia sido divulgado antes, William Fitchner não é o Destruidor, ele é um outro vilão que, como todos, quer dominar o mundo. Aliás, ele sabe fazer isso na grande maioria dos seus filmes. Nunca vi ele fazendo um bonzinho! Falando em Destruidor, ele tem até os aspectos e carisma dos clássicos, mas sua armadura – por favor! – tiraram o design dela do Jason X? Ainda prefiro a original. Isso foi com certeza foi ideia de Michael Bay. Outro ponto desconfortante foi o visual usado em Mestre Splinter, ele tem seus dilemas e frases marcantes, mas seu estilo ficou estranho.

Destruidor sendo o Jason X

 

A direção fica por conta de Jonathan Liebesman, e você pergunta: Cadê o Michael Bay? Muita calma nessa hora, pois Bay apenas produziu o filme. O poder do comando ficou por conta de Liebesman, que até consegue manter uma história, mas se perde em uma ação desenfreada. O diretor abusa da câmera 360. Sabe aquele toque Transformers de ser, deixando em questão se o Michael Bay não colocou um pouco o dedo na massa. Mas um dos maiores pontos é o que Liebesman consegue resgatar aquela nostalgia dos 90, focando mais no divertimento que na coerência dos acontecimentos.

As Tartarugas Ninja está longe de ser um dos piores filmes de 2014. Aliás todos esperavam que fosse um fiasco mas, pelo contrário, é uma surpresa e foge de ser a bomba do ano. Não é aquele que nós dos anos 90 gostaríamos que fosse, a história é diferente daquela que conhecemos, mas a essência e nostalgia ainda estão lá, apenas em uma visão diferente. De uma maneira ou de outra o Cowanbanga sempre irá viver.

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RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.

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