A Qualquer Custo (2016): Um faroeste moderno acima da média
12/01/2017
Rafael Mendonça (15 artigos)
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A Qualquer Custo (2016): Um faroeste moderno acima da média

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David Mackenzie (Sentidos do Amor) dirige um faroeste moderno bem acima da média em ”A Qualquer Custo”.

Sendo um dos gêneros mais americanos possíveis, Mackenzie não ultrapassa nenhum limite estético, artístico e não cria nada do que já não vimos até agora. Mas mesmo assim, seu novo filme consegue ter uma qualidade invejável.



A história envolve dois irmãos, vividos por Chris Pine e Ben Foster, um divorciado de um casamento de dois filhos, chamado Toby Howard e outro ex-presidiário, Tanner Howard, respectivamente. Ambos falidos pois perderam a fazenda da família, devendo pensões e coisas do tipo para bancos. E a resposta destes para tais problemas financeiros? Assaltá-los.
Num começo energético mas nada indevidamente fora do lugar como os malabarismos de Michael Bay, é mostrado o primeiro assalto. Logo de cara percebemos em poucos segundos personalidades distintas de personagens que se complementam: enquanto Toby é mais pensativo e recatado em suas ações, Tanner evoca uma falta de lucidez misturada com loucura e imediatismo.

É engraçado notar que a ‘química’ entre personagens é tão bem tratada que, ironicamente (ou não), os verdadeiros vilões do filme se tornam o sistema, e respectivamente os bancos, e não a dupla de bandidos em si. O filme aponta diversos momentos de insatisfação com burocracias e as hipocrisias de banqueiros.

Se fixando numa zona de conforto, da qual não deixa de ser bem produzida ou elegante, David Mackenzie cria um filme fechado, completo e bem satisfatório. Palmas as duas atuações principais e as duas secundárias (da qual Jeff Bridges arrebenta), que aliás nestas, também possuem suas nuances e divergências, que acabam também se somando, com piadas e alguns momentos de reflexão ou até tristeza.

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comentários

Nota
5 de 5
No Geral

Com tudo em seu devido lugar, é feito um filme que supre tudo ao qual propôs a vir: uma história que nos envolve e faz com que gostamos de personagens dúbios, com uma sensação de tempo não perdido ao fim do último segundo.

5

Excelente
5 de 5
Rafael Mendonça

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