Rick and Morty (2013): Uma Viagem Megalomaníaca
06/03/2017
Adilson Carvalho (5 artigos)
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Rick and Morty (2013): Uma Viagem Megalomaníaca

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South Park talvez seja o melhor exemplo de humor ácido e escrachado, mas o visual em recortes, as piadas “americanizadas” e o conteúdo sem pudor são difíceis de digerir pelo grande público. Rick and Morty também traz esses elementos em sua fórmula, porém com mais equilíbrio e sutileza.

Justin Roiland e Dan Harmon são os criadores desse universo incrível. Em suas duas excelentes temporadas (21 episódios disponíveis na Netflix) somos transportados para diversos planetas, realidades paralelas, distorção temporal e múltiplas maluquices. Morty é apenas um garoto de quatorze anos, enquanto seu avô Rick é um cientista, gênio, inventor, egocêntrico e alcoólatra cujo o principal argumento é o niilismo. Eles se envolvem em diversas enrascadas enquanto exploram o universo através de portais criados por Rick.

Os personagens da série parecem monótonos com seus dramas pessoais, mas suas discussões e inseguranças rendem diversos desastres cômicos durante as temporadas, principalmente os pais de Morty, Jerry e Beth, que vivem em constante discussão e humilhação.
Rick, cuja a empatia é quase nula, passa a maior parte do tempo criando aparelhos tecnológicos para usar em suas viagens com Morty.

Os episódios são cheios de seres esquisitos e situações megalomaníacas, além de piadas ácidas e diversas referências à cultura POP. A qualidade técnica também é inquestionável, com uma animação bela e fluída. A dublagem nacional está ótima e muito bem adaptada.

Rick and Morty é uma das melhores animações atuais. O episódio do “planeta expurgo” é o meu favorito. Gore e divertido.

 

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Adilson Carvalho

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