Clinical (2017) – Ainda Não Foi Desta Vez, Netflix
15/02/2017
Eduardo Kacic (60 artigos)
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Clinical (2017) – Ainda Não Foi Desta Vez, Netflix

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Em minha crítica do filme Spectral, publicada em outro site, mencionei a disparidade de qualidade entre as séries e os filmes produzidos originalmente pela hoje gigante do entretenimento, Netflix. Se na produção das séries, a produtora arrebenta com produtos cada vez melhores (esqueça a bomba chamada The OA), na produção de longa-metragens, a Netflix continua a decepcionar o público, e com este suspense Clinical (EUA, 2017), não é diferente.

Seguindo a linha de outras medianas produções Netflix voltadas para o suspense e lançadas no ano passado, como Mercy, dirigido por Chris Sparling, e I Am the Pretty Thing that Lives in the House, dirigido por Oz Perkins, Clinical não oferece nenhuma novidade ao gênero, e muito menos enriquece o cardápio de escolhas da Netflix. Entretanto, Clinical é superior às produções citadas, e merece uma espiada dos fãs mais fervorosos do gênero.

O filme traz a bela Vinessa Shaw (De Olhos Bem Fechados, Viagem Maldita), no papel da psiquiatra Jane Mathis, que após um terrível acontecimento envolvendo uma de suas pacientes, acaba abandonando a profissão. Dois anos depois, quando o trauma começa a passar, Jane aos poucos retoma a profissão, principalmente com a chegada de um novo paciente, o desfigurado Alex (Kevin Rahm, da série Máquina Mortífera), que desesperadamente procura a ajuda da doutora. Aos poucos, tudo parece voltar a caminhar nos trilhos para Jane, até que os fantasmas de seu traumático passado, retornam para atormentá-la.

Escrito e dirigido por Alistair Legrand (do fraco The Diabolical, 2015), Clinical à princípio engana seu espectador, levando-o a acreditar que a produção trata-se na realidade de algo envolvendo os meandros da psiquiatria, do uso indiscriminado de drogas sob prescrição médica e suas consequências. Contudo, a produção logo descarta estas possibilidades mais interessantes para a trama e toma o caminho do suspense comum, que pode ou não conter implicações sobrenaturais em sua narrativa.

O filme, apesar de não ser exatamente previsível, também não surpreende muito, e o tom morno impera ao longo de toda a produção. Ao menos o elenco é esforçado, com destaque para a sumida Vinessa Shaw no papel da atormentada protagonista. Atriz de imensa beleza, Shaw acabou não vingando como atriz de sucesso, mas é sempre agradável vê-la em cena, e aqui não é diferente. A produção também lida de maneira interessante com seu jogo de personagens coadjuvantes, responsáveis por manter as dúvidas e o interesse na cabeça do espectador.

No mais, Clinical é apenas mais uma produção extremamente comum com o selo de qualidade Netflix. Para os fãs do gênero, até vale a sessão, entretanto, para o público mais exigente, o filme ficará devendo bastante.

Clinical está disponível no catálogo da Netflix.

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Nota
2.5 de 5
No Geral

No mais, Clinical é apenas mais uma produção extremamente comum com o selo de qualidade Netflix. Para os fãs do gênero, até vale a sessão, entretanto, para o público mais exigente, o filme ficará devendo bastante.

2.5

Justo
2.5 de 5
Eduardo Kacic

Eduardo Kacic

Eduardo Kacic é roteirista de longa-metragens, crítico de cinema, palestrante e tradutor cinematográfico. Criador do extinto blog Gallo Movies, colaborou também com os blogs Formiga Elétrica e Filmes e Games. É colunista do Mundo Blá, e agora é colaborador Humanoides desde criancinha. É São-Paulino doente, marido apaixonado da Lígia Oliveira e pai do Pedro Ceni. Sim, o sobrenome é em homenagem ao M1TO.