A CRIADA (2016): O brilho do cinema sul coreano
18/01/2017
Rafael Mendonça (15 artigos)
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A CRIADA (2016): O brilho do cinema sul coreano

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O Cinema Sul Coreano vem fazendo obras relevantes. No território cinematográfico seus filmes são diversos, embora somente os de estética violenta cheguem aos nossos olhos. Dentre os que chamaram mais a atenção nos últimos anos estão o ótimo suspense ”Memórias de um Assassino” (2003), de Joon-Ho Bong, ”Casa Vazia” (2004), de Ki-duk Kim, ”Eu vi o Diabo” (2010), de Jee-woon Kim, tendo uma leve repaginação de filmes do ”gênero” zumbi com Sang-Ho Yeon dirigindo ”Invasão Zumbi” agora em 2016.

Mas sua mais aclamada obra nativa para alguns é ”Oldboy” (2013) de Chan-Wook Park. Este citado, acaba de lançar ”A Criada”, ainda mais genial do que suas outras obras anteriores.

Saindo da atmosfera violenta e partindo pra um drama bem elaborado, Chan-Wook Park, diferente do segundo filme da lista (#2 – Demônio de Neon), mostra como construir um roteiro concreto.

O filme é tão bem dependente de sua história que qualquer comentário há de ser pensando minuciosamente antes de ser dito.

O enredo é situado numa Coréia do Sul de 1930, ao início da ocupação japonesa no país. Ao começo do filme somos apresentados logo de cara a vários personagens com personalidades e objetivos diferentes. E tal fato, na mão de muitos outros diretores, se transformaria facilmente em algo banal e sem rumo nenhum, uma catástrofe completa, o que não é o caso.



Conhecemos então a jovem Sookee (Kim Tae-ri), que ao ser contratada como criada numa mansão de uma herdeira nipônica poderosa, logo arma um plano com outro vigarista (Ha Jung-Woo) para arrancar-lhe a fortuna colocando-a num hospício.

E diante disso tudo toma forma.

Se antes a violência predominava nas discussões de obras anteriores de Park (que também não se absteve totalmente aqui), em ”A Criada” temos uma proposta que envolve desejo, amor, traição. Tudo explanado numa fotografia quente, viva, personificando sentimentos internos de personagens.

Podendo até ser taxado como um grande thiller, a obra nunca é o que imaginamos, possuindo muitas camadas.

Usa-se de um erotismo proposital sem a fetichização sobre nós. Gaspar Noé deve estar invejado.

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comentários

Nota
5 de 5
No Geral

Apesar de ter quase três horas, não cansa, justamente pela boa execução da história, e uma produção que nos imerge no ambiente, sabendo exatamente em quais momentos da projeção resgatar de volta a atenção do espectador.

5

Excelente
5 de 5
Rafael Mendonça

Rafael Mendonça