Man Vs. (2015) – Baixo Orçamento, Alta Diversão
03/10/2016
Eduardo Kacic (60 artigos)
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Man Vs. (2015) – Baixo Orçamento, Alta Diversão

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Quem acompanha meus textos sabe da minha queda por filmes de baixo orçamento, geralmente feitos na mais pura raça e pouquíssimo investimento. Este inventivo Man Vs. (EUA, 2015), é mais um destes exemplares, onde a criatividade precisa romper as barreiras das limitações orçamentárias. A produção nem sempre consegue, mas no geral, acaba por ser um filme mais esperto do que muita produção de orçamento inchado que existe por aí, graças à um roteiro enxuto e uma atuação extremamente dedicada de seu protagonista.

O protagonista é o carismático Chris Diamantopoulos (o Moe do remake de Os Três Patetas, dirigido pelos irmãos Farrelly), que aqui interpreta Doug, um obstinado apresentador de seu próprio reality-show sobre sobrevivência (destes que são reprisados à exaustão no History e Discovery Channel), onde o apresentador em questão, é deixado sozinho em algum lugar isolado, e precisa sobreviver à um determinado período de tempo apenas com suas habilidades e nada mais. Aqui, Doug é deixado em uma região pantanosa, sem água, comida, e munido apenas de suas câmeras, durante um período de cinco dias. O que Doug não contava, no entanto, é que algo muito mais perigoso do que a própria natureza ao seu redor, está pronto para fazer de seu período na mata um verdadeiro inferno.

 

Dirigido por Adam Massey (dos medianos A Lobster Tale (2006) e A Casa do Medo (2015), e escrito pelo próprio, em parceria com Thomas Michael, Man Vs. à princípio se assemelha à outra produção recente com quase o mesmo tema, a fraca The Hunted (2013), dirigida e protagonizada por Josh Stewart (O Colecionador de Corpos).

Superior ao filme citado, Man Vs. tem uma primeira metade praticamente perfeita. O protagonista é de fácil identificação, e seus monólogos são escritos com fluidez e bom-humor. O suspense é mantido de maneira primorosa durante este período, e a produção empolga o espectador. Contudo, em sua meia hora final, uma vez que a ameaça do filme é revelada, a produção vem a padecer de seu maior mal: O orçamento limitado. E com a queda do suspense, o filme rapidamente caminha para uma conclusão previsível e visualmente feia, infelizmente. Entretanto, a conclusão não anula completamente o filme, que mesmo com seus problemas, merece ser descoberto e visto, nem que seja pelo esforçado Diamantopoulos, que mostra merecer mais papéis em grandes produções.

Man Vs. mostra de maneira discreta que não existem amarras para a criatividade, e evidencia também que as produtoras muitas vezes investem nas produções erradas. Vide Michael Bay e seus intermináveis e enfadonhos Transformers.

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Nota
2.5 de 5
No Geral

Man Vs. mostra de maneira discreta que não existem amarras para a criatividade, e evidencia também que as produtoras muitas vezes investem nas produções erradas.

2.5

Justo
2.5 de 5
Eduardo Kacic

Eduardo Kacic

Eduardo Kacic é roteirista de longa-metragens, crítico de cinema, palestrante e tradutor cinematográfico. Criador do extinto blog Gallo Movies, colaborou também com os blogs Formiga Elétrica e Filmes e Games. É colunista do Mundo Blá, e agora é colaborador Humanoides desde criancinha. É São-Paulino doente, marido apaixonado da Lígia Oliveira e pai do Pedro Ceni. Sim, o sobrenome é em homenagem ao M1TO.