Sing Street (2016): Sinta e viva os anos 80
26/08/2016
RafaTanaka (733 artigos)
0 comentários
Compartilhar

Sing Street (2016): Sinta e viva os anos 80

FacebookTwitterGoogle GmailShare

Depois de nos trazer belos e marcantes filmes como Apenas Uma Vez (2009) e Mesmo  Se Nada Não Der Certo (2013), o diretor irlandês John Carney, utiliza a música como contexto para contar histórias que de um jeito ou outro acabam impactando em nossas vidas, porém ele mostra que não é focado apenas no contemporâneo mas sim divido por grandes épocas do mundo.

Sing Street (2016) que participou do Festival de Sundance conta a história de um adolescente, Connor Lawlor (Ferdia Walsh-Peelo), tem sua vida afetada com a separação dos seus pais e a mudança de escola, onde todos os jovens parecem distantes de si, ele conhece a bela Raphina (Lucy Boynton) e em um meio de conquistá-la decide formar uma banda em meio a cultura efervescente dos anos 80.

Engraçado como o diretor já nos havia mostrado o poder que a música pode trazer em nossas vidas em seus filmes anteriores.  A obra desta vez retrata como a fase da adolescência é um tanto que confusa e muitas vezes cheias de dúvidas e o como a música pode criar um lugar seguro e muitas vezes de auto confiança. Aquele potencial que muitas parece estar escondido dentro de nós e merece aquele empurrãozinho, sem esquecer dos dilemas dos personagens e e transparecer como a música pode contar sobre nossos maiores sentimentos.

Ferdia Walsh-Peelo está excelente, não reparamos que este é o primeiro papel em um filme, ele transparece o jeito desajustado de Connor , a ingenuidade da idade, porém com uma mente surpreende e claro que uma atitude aguçada que mesmo apanhando do valentão da escola consegue encontrar forças para falar com o amor da sua vida. Lucy Boyntn que já seu rosto em alguns filmes britânicos mas nunca dei muita importância, aqui mostra para o que veio com sua personagem Raphina, aquela típica garota mais velha que só namora universitários e  que tem o sonho de ser tornar uma modelo, mas que a ouvir as músicas de Connor percebe pela primeira em vez em sua vida sente o verdadeiro e afeto.

Se você como eu ama os anos 80 terá uma trilha sonora com os sucessos da época, ela traz uma recordação de momentos em detalhes para resgatar sentimentos, a famosa memória afetiva.  Mas como sempre o diretor nos mostra tais músicas são apenas aprendizados em uma escolha musical para a cabeça de Connor, este que cria belas peças de letras envolvendo seus sentimentos, com o decorrer do tempo as coisas amadurecem e vão tomando um rumo fantástico em transparência com sua consciência.

Sing Street é uma porta para lindas músicas e sobre o significado dos sentimentos.  A arte que nos lembrar como é bom sonhar e enxergar o de melhor que o cinema pode nos oferecer, aquela bela película que toca nossos corações mostrando que somos capazes de tudo.  Que o sorriso em nossos rostos nunca deve ser apagado e sempre devemos perseguir nossos sonhos e fugir dos paradigmas colocados pela sociedade.

FacebookTwitterGoogle GmailShare

comentários

Nota
5 de 5
No Geral

Um dos melhores filmes do ano, uma homenagem aos anos 80, sem falar a grande lição de vida na adolescência. Seja na música ou outro lugares, devemos sempre soltar nossos sentimentos.

5

Excelente
5 de 5
RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.