Procurando Dory (2016) – Continuuuuueee a nadaaaaar! Continuuuuueee a nadaaaaar!
27/06/2016
Célia Lima (3 artigos)
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Procurando Dory (2016) – Continuuuuueee a nadaaaaar! Continuuuuueee a nadaaaaar!

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Oi, eu sou a Dory!

Imagine alguém com perda de memória recente, do tipo que esquece o que estava falando no meio da frase e fica com aquele olhar perdido… Lembrou-se de alguém? Dory, claro! Não, não… Estou falando da minha pessoa. Nunca entendi porque falavam que eu tinha memória de Dory, já que nunca tinha assistido Procurando Nemo (2003). Sou uma vergonha pra Humanidade. Eu sei. O filme foi lançado há 13 anos – eu vivia numa caverna nessa época – e eu nunca entendia a referência, mas entrava na brincadeira e costumava justificar meus esquecimentos alegando ter “memória de peixinho” seguido daquele olhar de… “Do que eu estava falando mesmo?”

Enfim, assisti Procurando Nemo há alguns meses e me apaixonei. O lado bom é que não precisei esperar muito pra ver essa deliciosa continuação, que foi lançada no dia 17 de junho nos EUA e dia 30 de junho será lançada aqui no Brasil. E aproveitem que a dublagem está com um nível altíssimo de qualidade.

A Disney nos presenteou com uma divertida história: Marlin cruza o mar novamente, dessa vez acompanhado do nosso querido e amado Nemo, a procura da Dory, que por sua vez, está a procura de suas origens. Temos de início uma Dory baby, e a história de onde ela veio e de como ela se perdeu, coisa que obviamente ela não se lembra. A narrativa da continuidade um ano após encontrarem o Nemo, e segue com A Dory tendo vislumbres de seu passado. São esses flashs de memórias, há muito tempo esquecidas, que a ajuda a se lembrar de… De que mesmo?

Procurando Dory traz mais aventuras que seu antecessor, com um roteiro que pondera bem as cenas de ação com os momentos cômicos e emocionantes, característica observada em outras obras do diretor Andrew Stanton. São apresentados novos personagens, em especial um polvo rabugento e mestre do disfarce, uma amiga de infância e entre tantos outros temos o Geraldo. Como se esquecer daqueles leões marinhos tão amigáveis? E temos mais baleiês!

Confesso que entrei na sala de cinema pensando “Demoraram tanto pra fazer esse filme… Tem que ser bom. Tem que ser muito bom!”. Eu ri muito, me emocionei e me apaixonei ainda mais. O filme é lindo, e não digo isso apenas pela sua estética impecável, já conhecida por outras obras da Pixar, o elogio vai além. Tem um enredo bem amarrado, onde é perceptível a importância dos detalhes e nenhum momento está ali de graça. A carga emocional é profunda e tem uma boa lição de moral. O que a Dory faria? Será que esquecer é o que ela faz de melhor mesmo?

Devemos nos arriscar e não acreditar quando alguém nos diz que não tem outro jeito. Sempre tem outro jeito, é preciso querer, procurar, além de tudo é preciso acreditar e não desistir. Dory tem um certo pressentimento e determinação como guia, de certo não será apenas mais um filme, sua garra, mesmo com tantos esquecimentos, é notável. O que adianta planejar, planejar e planejar se as coisas acontecem enquanto estamos fazendo planos, ao acaso? Ou seria Destiny?

Já choramos horrores procurando aquele peixe-palhaço laranjinha, agora vamos chorar procurando Dory? Por que não?! Ah, uma dica, tem cena pós-créditos, portanto não saia correndo do cinema!

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comentários

Nota
5 de 5
No Geral

Não precisávamos de uma continuação, como disse antes, fomos presenteados com essa ilustre história, mas estou torcendo para que vire uma trilogia. Filme divertido, atende a proposta, e não tem furos no roteiro. Foi feito com todo o primor que esperamos de filmes da Disney/Pixar.

5

Excelente
5 de 5
Célia Lima

Célia Lima