Steve Jobs (2015) – Não um Deus, Apenas um Homem
13/01/2016
RafaTanaka (733 artigos)
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Steve Jobs (2015) – Não um Deus, Apenas um Homem

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Que todos vangloriam Steve Jobs, isto não é toa, a grande maioria o enxerga como um Deus, aquele que trouxe o poder da tecnologia para nossas mãos, não foi ele mesmo que disse: “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”. Mas será que ele era tudo isso mesmo? Será que acreditamos apenas no que vemos e no que queremos e deixamos de lado o que ele realmente foi? Aliás, será que ele realmente era uma boa pessoa?

Depois do fracassado Jobs (2013) com Ashton Kutcher não esperávamos nada de bom de um novo filme sobre o magnata, mas fomos surpreendidos com uma obra condizente e brilhante de Danny Boyle, estrelada por Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Katherine Waterston e Perla Haney-Jardine.

Diferente do outro filme, este nos leva pelos bastidores dos acontecimentos mais importantes da vida de Steve Jobs, desde o lançamento do Macintosh, passando por sua saída da Apple e a aposta em sua nova empresa NeXT e encerrando em seu glorioso retorno com o iMac. A história é bem contada graças ao roteiro de Aaron Sorkin (A Rede Social) focando mais em diálogos tensos e objetivos, ele não transforma Jobs no Deus que a grande maioria o considera, mas sim no humano que errava e não se preocupava tanto com as pessoas à sua volta; demonstrada perfeitamente na relação conturbada com sua filha, onde sempre negava ser pai. Sua visão era apenas o crescimento de sua empresa e passaria por cima de quem precisasse.

Não somos apresentados a nenhuma história de origem, somos diretamente levados para os acontecimentos. O passado é demonstrado com pequenos flashbacks, o que deixa a história com mais foco, então temos que ter um pequeno background de sua carreira, mas não é nada que estrague o enredo, pelo contrário, o torna mais direto e objetivo.  

Michael Fassbender está ótimo como Steve Jobs, demonstrando que o ator não precisa necessariamente parecer com a pessoa para executar um bom trabalho, mas sim qualidade e confiança no que faz. Podemos notar claramente em suas nuances na voz e diálogos, porém, quem rouba atenção no filme é Kate Winslet como Joanna Hoffman, a gerente de marketing da Apple e a única que Steve confia, aqui ela é o cérebro dele, mostrando que ele ainda tem escolhas e não deixou de ser  humano por mais que não dê a mínima para ninguém, não é toa que ela ganhou o Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante.

É a primeira vez que temos Seth Rogen não sendo Seth Rogen, um pena seu personagem não ter tido tanta importância ao enredo, porém o necessário ele conseguiu contemplar e demostrar em sua atuação. 

A direção do Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário) que transparece movimento e complexidade ao roteiro, que ao mesmo deixa sua marca na película, esta pela qual não é estilizada e totalmente diferente de seus outros trabalhos, quem conhece o diretor vai até estranhar os momentos que ele conduz o filme, mesmo assim ainda sentimos que tudo acontece muito rápido, o que em algumas partes torna-se artificial com seus acontecimentos em uma única vez, mas nada que estrague a beleza do seu conteúdo.

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comentários

Nota
4.5 de 5
No Geral

Steve Jobs é com certeza o filme que o magnata da tecnologia precisava, por mais que não oferecesse nenhum aprofundamento em sua vida, consegue transmitir com excelência seu significado para o mundo, desde sua visão até mesmo seu comportamento com as pessoas ao redor, o mostrado como uma pessoa normal e não 0 colocado no patamar que a sociedade coloca, alguém que tinha foco somente para si.

4.5

Bom
4.5 de 5
RafaTanaka

RafaTanaka

Diretor de Atendimento/ Planejamento e Redator. Formado em Publicidade e Propaganda. Amante do Cinema, Quadrinhos e Games.