Pegando Fogo (2015) – Dentro do conturbado mundo da culinária contemporânea
10/12/2015
Lucas Alves (33 artigos)
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Pegando Fogo (2015) – Dentro do conturbado mundo da culinária contemporânea

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Adam Jones era um cozinheiro premiado, com um currículo impecável, considerado o melhor entre os melhores gastrônomos contemporâneos. Porém, seus problemas pessoais, como envolvimento em drogas, sexo e sua obsessão por perfeição afundaram sua carreira, o tornando um recluso integrante de um restaurante nos Estados Unidos. Adam então decide mudar sua carreira, abandonando seus antigos hábitos, e decide retornar à glória, junto de Tony, Maître¹ do antigo restaurante de seu mentor, Jean-Luc.

Pegando Fogo (Burnt), é um filme que mostra mais do já presente mundo da gastronomia visto na mídia. Dirigido por John Wells (A Grande Virada, 2010), a cinematografia é do brasileiro Adriano Goldman (Trash: A Esperança Vem do Lixo, 2014) e estrelado por Bradley Cooper (Sniper Americano, 2014), e Siena Miller (Foxcatcher, 2014), Omar Sy (Jurassic World, 2015) e Daniel Brühl (Rush, 2013). Com o foco na busca do protagonista pela maior premiação que um restaurante pode possuir, o guia Michelin de Restaurantes, definido de uma a três estrelas, além da rivalidade entre ele e seu ex-colega de trabalho, declarado rival, Reece.

O ponto forte do filme é a combinação da edição com a cinematografia. Com cortes bem elaborados e closes sutis, a textura culinária da obra consegue ser agradável aos olhos, com nuances quase palatáveis. Atuações em geral boas, com destaque na atuação da dupla Daniel Brühl e Sarah Greene (O Guarda, 2011), que adicionam classe com suas fortes presenças coadjuvantes.

O filme também dá atenção ao trabalho feito pelo realismo da obra, visto que chefs de verdade estavam sendo extras na cozinha, os pratos eram todos verdadeiros, além dos atores estarem trabalhando com os perigos de uma cozinha, como facas e fogões a gás. É de se considerar que Daniel Brühl e Bradley Cooper já tiveram experiência no mundo dos restaurantes, e isso é outro ponto forte a ser considerado no filme, visto que ambos apresentam naturalidade em suas atuações. A coadjuvante presença de Omar Sy também é outra característica notável no filme.

Mas há muitos pontos fracos e fortemente presentes na película: Primeiro é a evidente atração entre os personagens principais, Adam e Helene (Siena Miller), que soa clichê e teria sido mais interessante se fosse apenas focado no ambiente de trabalho.

Bradley Cooper não apresenta muita identidade própria como Adam Jones, ficando muito sob um reflexo de seus personagens de filmes passados, e a presença da personagem vivida por Emma Thompson, a Dra. Rosshilde, soa como um preenchimento vago. Comparando com o linguajar culinário, o filme possui uma apresentação excelente, mas o gosto do prato não é tão bom quanto aparenta. Para finalizar, a música de Rob Simonsen complementa o filme, porém o que se destaca o trabalho de edição de som é fenomenal.

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comentários

Nota
3 de 5
No Geral

Para finalizar, é um filme razoável, uma adição para amantes do universo da culinária, mas não consegue convencer tanto em relação ao roteiro geral.

3

Regular
3 de 5
Lucas Alves

Lucas Alves

Compositor e Escritor amador, gosto um pouco de animes, música e short-stories da internet.