“O Nascimento de uma Nação” (1915) – Um marco no desenvolvimento do cinema
23/06/2015
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“O Nascimento de uma Nação” (1915) – Um marco no desenvolvimento do cinema

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“O Nascimento de uma Nação” (1915) de D.W. Griffith é até hoje um dos filmes mais controversos. O épico retrata duas famílias de lados opostos durante e logo após a Guerra Civil Americana.

Com mais de 180 minutos de duração, antes de “The Birth of a Nation” (1915), não havia existido nada nesse porte na indústria americana de cinema.

Às inovações anteriores de D.W. Griffith, como cortes intercalados, closes, dissoluções e fusões – aqui neste longa se apresentam mais amadurecidas, juntou-se a integração de relato íntimo e sucessão de eventos históricos reconstruídos: o assassino de Lincoln e grandes massas de soldados em batalha.

Tudo indica que D.W. Griffith não escreveu roteiro para este filme, controlando mentalmente a complexa estrutura da produção.

Contudo, a segunda parte – escravos conquistando a liberdade, o herói funda a Ku Klux Klan e um negro assedia uma virgem branca que se suicida – foi considerada ofensiva racialmente mesmo em 1915, e a Associação Nacional pelo Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) fez manifestos e boicotou o filme, considerado, porém, obra-prima do ponto de vista técnico.

Bela e delicada, Lilian Gish (1893-1993) foi a atriz suprema do cinema mudo e heroína ideal de D.W. Griffith: a combinação de pureza virginal e força espiritual atenuava o pesado sentimentalismo vitoriano das sofridas heroínas. Atuou até depois de 90 anos e se destacou em “Vento e Areia” (1928) de Victor Sjöström, e em “O Mensageiro do Diabo” (1955) de Charles Laughton. No último filme, “Baleias de Agosto” (1987), contracenou com Bette Davis.

Créditos:

Produção de Epoch Producing Corporation
Produção de D.W. Griffith
Roteiro de D.W. Griffith, Frank E. Woods, Thomas Dixon Jr. – Baseado nos romances de Dixon “The Clansman” e “The Leopard’s Spots”
Direção de fotografia de G.W. “Billy” Bitzer

Nota: 6,0

 

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Mah

Mah

Professora de inglês, redatora nas horas vagas, cinéfila, bookworm, jukebox ambulante, gamer, chef de cozinha amadora, geek e caçadora de arte underground/independente. DON'T PANIC!