24/01/2014
David MacLeod (41 artigos)
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Breaking Bad: A séria mais bitch que você irá ver

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Olá, hermanos! Como vocês sabem a Rede Record começou a exibir Breaking Bad no último dia 14 (com o subtítulo “A química do mal”, que gerou vários comentários exasperados na net). Logo começaram a aparecer pessoas que não acompanham seriados me perguntando “Ei,essa série é legal?”. (Um deles me perguntou se o nome do personagem traduzido é  “Água Branca”. Sério). Se me perguntassem há um mês minha resposta seria “Olha,como não tenho TV a cabo nunca assisti, nunca peguei emprestado, nunca vi nada, mas deve ser boa, só leio elogios por aí…”. E foi por causa desses elogios e comentários que lia que decidi fazer algo inédito: comprei a série inteira de uma vez sem nem ter assistido um episódio. Valeu a pena? Sim, e muito.

Logo no começo do primeiro episódio vemos um homem, vestindo apenas cueca e máscara de gás, dirigindo um trailer numa estrada desolada no deserto do Novo México como se fugisse de alguém. No banco do passageiro tem alguém desmaiado e também usando máscara de gás. Dois corpos estão estendidos no chão do trailer, escorregando de um lado pro outro por conta dos solavancos. Logo, o trailer cai numa vala. O homem sai, joga a máscara fora, pega uma camisa que estava pendurada no retrovisor (a calça se fora no caminho) e volta ao trailer para pegar uma câmera de vídeo, a carteira e uma arma. Ele grava uma mensagem de despedida para a família enquanto sirenes podem ser ouvidas à distância. Então ele deixa cuidadosamente a carteira ao lado da câmera no chão,vai para o meio da estrada e, de arma em punho,aguarda a chegada das sirenes.

 

Corta para três semanas antes. O homem é  Walter White e é seu aniversário de 50 anos. Professor secundário de química que leva uma vida difícil e luta para pagar as contas e sustentar a esposa grávida e o filho que tem dificuldades físicas, sua vida inteira muda diante de um diagnóstico perturbador: ele está com câncer do pulmão, sem possibilidade de cura. Ciente de que não deixará nada para a família se manter quando morrer, decide produzir e vender metanfetamina com a ajuda de um ex-aluno Jesse Pinkman.

O que eu mais gostei na série é que Walter não é  o “mocinho que virou vilão” típico do cinema. Enquanto vemos seus esforços para ganhar dinheiro e esconder o que faz da família percebemos que ele está mudando, “passando para o Lado Negro da Força”, por assim dizer, mas essa transformação não apaga seu “eu anterior”, então várias vezes vemos Walter sendo fodão numa cena e, algumas cenas depois, chorando,se acovardando ou agindo de forma emocional.

 

Outra coisa que se destaca são as cenas pré -créditos de abertura. Hora um flashback de algum acontecimento no passado de um personagem (e que acaba dando uma nova dimensão a esse personagem), hora uma cena que se passa depois do final do episódio ou até mesmo cenas desconexas mas que farão sentido no final da temporada,elas criam uma curiosidade em saber qual o seu significado e em como se encaixam na trama.

Com um elenco de apoio excepcional, Breaking Bad sempre guarda uma surpresa em seus episódios, mesmo naqueles onde aparentemente nada acontece. Todas as peças vão se encaixando, ações criam reações explosivas, mentiras são criadas em cima de mentiras, tudo numa espiral de violência que ameaça não só a vida de Walt mas a de todos que o cercam.

Ok, acho que eu já escrevi demais, há tantos detalhes que eu gostaria de comentar, de “Los Pollos Hermanos” ao ursinho de pelúcia rosa, de Don Eladio às referências escondidas, sem falar no turbilhão emocional da última temporada, puxa,a única coisa que eu posso dizer pra quem nunca assistiu é :assista. Vale a pena.

E você nunca mais ouvirá “Baby Blue” do Badfinger sem lembrar de Walt White.

 

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comentários

David MacLeod

David MacLeod

Apenas mais um tijolo na parede. Hater da Marvel e Amante da DC, mas as vezes se atreve ler algo da Casa das Ideais, pois o Stan Lee é o rei.

  • Gregória

    Melhor série, com certeza.