AM – Sexy, Dançante e Mais Além
13/09/2013
Felipe (23 artigos)
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AM – Sexy, Dançante e Mais Além

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Finalmente o tão aguardado quinto álbum dos britânicos do Arctic Monkeys foi lançado, uma espera talvez não tão longa, mas muito aguardada principalmente pela grande expectativa sobre o que de novo o grupo iria trazer.

Acompanhado do seu já amigo da banda Josh Homme que volta a olhar de perto o trabalho da banda desde  Humbug que álbum produzido pelo vocalista do Queens of The Stone Age, Josh descreveu o “AM” como: “um disco moderno, dançante e sexy” e será mesmo? com essa declaração de quem sabe do assunto e conhece muito bem a banda, as faixas como R U mine e Do I Wanna Know?, ao menos para passa uma impressão  de um disco mais “agressivo” com a banda pegando a lição dada por Homme no  e misturando com as influencias do primeiro disco. É claro que depois de “Why’d You Only Call Me When You’re High? Ser divulgada bate perfeitamente com a discrição de frontman do Queens of The Stone Age, mas realmente como fã do grupo eu fiquei muito feliz quando se tratava de algo mais do que apenas “dançante e sexy”.

Começando com “Do I Wanna Know” e “R U mine” que mesmo lançada a muito tempo compõe muito bem o disco e destaca ainda mas o baixo de Nick O’Malley  que é um espetáculo a parte e casa muito bem com a voz de Alex Turner e os back vocals antes muito tímidos e agora ganhando muito espaço mostrando-se desde já um disco ao menos bem produzido estava começando, dando continuidade vem “One For The Road” ela remete muito aos primórdios da banda, não na sonoridade ágil de antes mas chama a atenção pelos back vocals já citados e uma óbvia inspiração no hip hop que foi uma grande influência ao grupo no começo, segue com Arabella que é outro ponto alto do disco que mantem o inicio parecido com a faixa anterior mas logo muda e volta direto  a década de 70 onde a banda tem grande influências de gigantes como Led Zeppelin e Black Sabbath; I Want It All da a continuidade mostrando o estilo mais dançante que é o “AM”.

Daqui por diante é o que mais me chamou a atenção, eu realmente não esperava essa “desacelerada” no tom do disco, e mesmo que digam que não é nada além do que qualquer banda já tenha feito “No. 1 Party Anthem” e “Mad Sons”  junto com “Fireside” aparenta uma pequena mudança em canções mais lentas mesclando as experiências do Favourite Worst Nightmare e Humbug, que por mais que não seja nada de inovador não é “jogada” como uma ou duas músicas do “Suck it and See”. Segue a empolgante e “sexy  dançante” já dito por seu tutor, “Why’d You Only Call Me When You’re High”, “Snap Out of It” e “Knee Socks” que não decepcionam mas sim dita esse “novo som” do Arctic Monkeys que fecha seu novo álbum com um som mais enigmático ao estilo de Josh Homme de fazer música que passou em definitivo para a banda inglesa.

É claro que é injustiça comparar o AM com o Humbug ou até Like Clockwork como se ele fosse uma tentativa do grupo de “seguir demais” o estilo de Josh Homme, mas ainda sim os britânicos conseguiram mesclar bem suas influencias dos 70 com as de hoje e felizmente deixa um bom trabalho e até nostalgia ao termino do álbum tão aguardado, mesmo que para alguns a meta de bandas como o Arctic Monkeys seja “superar” seus antigos discos, feito que não necessário.

http://youtu.be/CpjBf32HUHc

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Marcadores Arctic Monkeys, Musica
Felipe

Felipe

Desde que me entendo por gente, o cinema e a música sempre foram muito na minha vida, apreciando a todas as melhores bandas do mundo e sempre um bom filme a qualquer hora não faz mal a ninguém.